por Gilmar Lopes
Vai aqui uma orientação para quem quer criar um banner e imprimí-lo em uma gráfica.
É algo muito simples, mas às vezes ainda vejo ou recebo arquivos fora dos padrões, principalmente no que diz respeito às distâncias mínimas que devem ser respeitadas para a posterior colocação das hastes ou baguetes.
Observe o desenho abaixo:
Geralmente encontramos os banners no tamanho 700x500mm ou 600x400, mas os tamanhos podem variar de acordo com a criatividade e a necessidade do cliente.
No banner acima deixamos uma margem de segurança de 15mm (15x500mm - largura do banner) para colocação da haste.
Nessa área não devem ser colocados textos, créditos, assinaturas... pois ela será coberta pelo baguete.
Essa margem de 15mm vale tanto para a parte superior quanto inferior do material e não importa o tamanho do banner, pois sempre será exigida essa distância mínima.
Já os banners com bastão de madeira exigem uma área bem maior de papel: 70 a 100mm - pois o papel precisa dar a volta, envolvendo o bastão para ser colado na parte de trás do banner. Isso reduz consideravelmente a área útil do banner e é um dos motivos do bastão estar cada vez mais caindo em desuso.
Até a próxima!
[g]
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Paginando corretamente
Por Gilmar Lopes
Olá, estamos de volta!
Todo mundo que trabalha com revistas, catálogos, livros... já encontrou algum problema ou teve alguma dúvida quanto a páginação do trabalho: de que forma devo mandar para a gráfica? Qual a melhor maneira de enviar o arquivo?
Espero nesse post tentar resolver essa questão que algumas vezes faz com que você tenha que rediagramar o trabalho pelo fato de que a gráfica não consegue usar o arquivo enviado.
A maioria das grandes gráficas, principalmente aquelas que abandonaram o fotolito e partiram para o ctp (computer to plate), utilizam programas específicos de imposição digital. Nesses programas as páginas são jogadas e ordenadas seguindo padrões de encadernação preestabelecidos, que servirão depois para orientar o tipo de dobra e acabamento do trabalho.
Embora esses programas sejam fantásticos e auxiliem sobremaneira o montador, existem algumas restrições, principalmente quanto a forma em que os arquivos são enviados para eles. O tipo de paginação é um dos itens a serem mais observados nessa hora.
Existem duas formas corretas de paginar o arquivo e enviá-lo para gráfica: casamento de PÁGINAS OPOSTAS e PÁGINAS SIMPLES individuais.
PÁGINAS OPOSTAS
Esse tipo de paginação deve ser feito exclusivamente para materiais que serão grampeados.
Nesse caso as páginas devem ser casadas de forma que, após a montagem das lâminas (conjuntos de quatro páginas) e a colocação do grampo, a numeração das páginas fique na ordem correta.
Sendo assim temos:
As páginas montadas lado a lado (casadas), com uma área de sangria externa de 3 a 5 mm.
Observe que, embora as páginas não sigam uma sequência (1, 2 e 3, 4 e 5...), quando o material for grampeado elas ficarão na ordem correta. Se você quiser um exemplo prático é só pegar qualquer revista Veja e desmontá-la para entender como a coisa toda funciona.
Mas fique atento! Esse tipo de montagem de PÁGINAS OPOSTAS SÓ SERVE SE O MATERIAL FOR GRAMPEADO.
PÁGINAS SIMPLES INDIVIDUAIS
Já se o seu caso é uma revista, livro ou catálogo com lombada quadrada você deve preparar todo o trabalho com páginas simples. Quem usa o indesign, quark, pagemaker ou até corel, pode optar nesse caso pelas facing pages ou páginas lado a lado (tipo de layout onde as páginas são visualizadas lado a lado, mas no arquivo fechado ou modo de impressão aparecem sozinhas).
Veja:
Agora temos uma página simples devidamente sangrada para os quatro lados. Há quem prefira sangrar apenas nas extremidades externas (3 lados), mas é altamente recomendável que a sangria seja feita nos 4 lados da página. Para quem trabalha com páginas lado a lado essa sangria interna já aparece automaticamente na hora de gerar o pdf do arquivo, bastando apenas sangrar o topo, rodapé e as laterais externas.
Após o desenvolvimento do material, seu layout deverá ficar dessa forma:
Dessa forma embora o trabalho fique fácil de ser visualizado, principalmente se existem fotos de página dupla, ele se torna totalmente inviável para ser utilizado em imposição digital.
Com esse tipo de paginação o trabalho não serve nem para ser grampeado.
São dicas simples que a maioria já conhece, mas espero ter ajudado.
[g]
Olá, estamos de volta!
Todo mundo que trabalha com revistas, catálogos, livros... já encontrou algum problema ou teve alguma dúvida quanto a páginação do trabalho: de que forma devo mandar para a gráfica? Qual a melhor maneira de enviar o arquivo?
Espero nesse post tentar resolver essa questão que algumas vezes faz com que você tenha que rediagramar o trabalho pelo fato de que a gráfica não consegue usar o arquivo enviado.
A maioria das grandes gráficas, principalmente aquelas que abandonaram o fotolito e partiram para o ctp (computer to plate), utilizam programas específicos de imposição digital. Nesses programas as páginas são jogadas e ordenadas seguindo padrões de encadernação preestabelecidos, que servirão depois para orientar o tipo de dobra e acabamento do trabalho.
Embora esses programas sejam fantásticos e auxiliem sobremaneira o montador, existem algumas restrições, principalmente quanto a forma em que os arquivos são enviados para eles. O tipo de paginação é um dos itens a serem mais observados nessa hora.
Existem duas formas corretas de paginar o arquivo e enviá-lo para gráfica: casamento de PÁGINAS OPOSTAS e PÁGINAS SIMPLES individuais.
PÁGINAS OPOSTAS
Esse tipo de paginação deve ser feito exclusivamente para materiais que serão grampeados.
Nesse caso as páginas devem ser casadas de forma que, após a montagem das lâminas (conjuntos de quatro páginas) e a colocação do grampo, a numeração das páginas fique na ordem correta.
Sendo assim temos:
As páginas montadas lado a lado (casadas), com uma área de sangria externa de 3 a 5 mm.
Após a preparação do layout chega o momento de diagramar a revista ou catálogo.
Sabendo que o material será grampeado você deve começar a posicionar as páginas da forma mostrada abaixo:
Mas fique atento! Esse tipo de montagem de PÁGINAS OPOSTAS SÓ SERVE SE O MATERIAL FOR GRAMPEADO.
PÁGINAS SIMPLES INDIVIDUAIS
Já se o seu caso é uma revista, livro ou catálogo com lombada quadrada você deve preparar todo o trabalho com páginas simples. Quem usa o indesign, quark, pagemaker ou até corel, pode optar nesse caso pelas facing pages ou páginas lado a lado (tipo de layout onde as páginas são visualizadas lado a lado, mas no arquivo fechado ou modo de impressão aparecem sozinhas).
Veja:
Agora temos uma página simples devidamente sangrada para os quatro lados. Há quem prefira sangrar apenas nas extremidades externas (3 lados), mas é altamente recomendável que a sangria seja feita nos 4 lados da página. Para quem trabalha com páginas lado a lado essa sangria interna já aparece automaticamente na hora de gerar o pdf do arquivo, bastando apenas sangrar o topo, rodapé e as laterais externas.
Após o desenvolvimento do material, seu layout deverá ficar dessa forma:
As páginas seguem uma sequência númerica crescente indo da capa até a última página. Essas páginas podem ser enviadas em um arquivo único ou em vários arquivos individuais, dependendo do tamanho (Mbytes) deles.
Lembrando que SEMPRE DEVEM ESTAR CENTRALIZADAS DENTRO DO ARQUIVO. Os programas de imposição das gráficas utilizam o sistema de clip, ou seja: programa importa o arquivo e o centraliza automaticamente dentro de um template. Falando de uma forma mais grosseira é como se você jogasse a arte da página dentro de um powerclip (corel) ou cliping mask (illustrator). Por isso sua página precisa estar centralizada dentro do pdf, pois o programa vai importar o arquivo e imposicioná-lo com base no mediabox do pdf e não com base na arte em si.
COMO NÃO DEVO PAGINAR UM ARQUIVO!
Essa parte final reservei para um tipo de imposição que só dá dor de cabeça e desgosto, mas que eventualmente aparece na gráfica gerando atraso nos materiais, estresse com os clientes e outros tipos de transtornos.
É a imposição de páginas CASADAS EM ORDEM SEQUENCIAL.
Nesse caso o designer não usa facing pages, mas vai montando seu trabalho com as páginas casadas assim: contra capa com capa, pág 2 com pág 3, pág 4 com pág 5...
Com esse tipo de paginação o trabalho não serve nem para ser grampeado.
São dicas simples que a maioria já conhece, mas espero ter ajudado.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Como calcular a área de cobertura do verniz localizado em um impresso
Olá! A pedido de um de nossos leitores vou postar hoje sobre o cálculo da área de verniz localizado em um impresso.
Geralmente na hora de orçar um material, a gráfica pergunta ao cliente quanto (em porcentual) será a área do verniz localizado.
Essa área dificilmente pode ser medida de forma exata, restando ao produtor do trabalho, mensurá-la apenas visualmente.
Tomando por base a capa de um material qualquer, vejamos alguns exempos abaixo:
Na figura 1 conseguimos visualizar a área onde será aplicado o verniz localizado, mas como definir o porcentual de cobertura? É aí que entra a parte do cálculo visual do processo. Veja:
Geralmente na hora de orçar um material, a gráfica pergunta ao cliente quanto (em porcentual) será a área do verniz localizado.
Essa área dificilmente pode ser medida de forma exata, restando ao produtor do trabalho, mensurá-la apenas visualmente.
Tomando por base a capa de um material qualquer, vejamos alguns exempos abaixo:
Na figura 1 conseguimos visualizar a área onde será aplicado o verniz localizado, mas como definir o porcentual de cobertura? É aí que entra a parte do cálculo visual do processo. Veja:
Dividimos a área em 4 partes (fig. 2) que correspondem cada uma a 25% do material. Sendo assim temos uma área de verniz de aproximadamente 24%.
Veja outro exemplo:
Nesse caso temos aplicação de verniz na capa e na contracapa.
Dividimos novamente o material e temos duas áreas de cobertura, sendo que uma praticamente cobre um dos quadrantes. Já a outra área cobre parcialmente um dos quadrantes e podemos ver áreas maiores de branco. Nesse caso fazemos um cálculo visual da área, considerando as partes cobertas e as brancas. Chegamos a um porcentual em torno de 13% (ou a metade do quadrante).
Obviamente você pode fazer um cálculo mais preciso, juntando todas as áreas pretas e medindo a ocupação total no material, mas isso demandaria muito tempo e esforço desnecessário, uma vez que o método utilizado nas gráficas é o visual.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Calculando a espessura da lombada
Por Gilmar Lopes
Olá!
Enquanto nosso sistema de cálculo automático está fora do ar, (tivemos uns problemas na página), vamos disponibilizar neste post as informações necessárias para você poder calcular a lombada dos materiais que irá produzir. Então, calculadora na mão... e mãos a obra!
Abaixo temos uma tabela com as gramaturas e respectivas espessuras de 4 tipos de papéis: couché fosco, couché brilho, off-set (sulfite) e reciclato.
Olá!
Enquanto nosso sistema de cálculo automático está fora do ar, (tivemos uns problemas na página), vamos disponibilizar neste post as informações necessárias para você poder calcular a lombada dos materiais que irá produzir. Então, calculadora na mão... e mãos a obra!
Abaixo temos uma tabela com as gramaturas e respectivas espessuras de 4 tipos de papéis: couché fosco, couché brilho, off-set (sulfite) e reciclato.
Lembrando que a espessura que está na tabela, corresponde a 1 (uma) folha do papel (e.g.: 1 folha de couché 115g tem 0,10 mm de espessura). As medidas estão em mm - então cuidado para não confundir 0,10mm com 1mm.
Agora que você tem a tabela, vamos à fórmula:
É um cálculo bem simples, mas vamos a um exemplo:
Tenho uma revista que terá 64 páginas DE MIOLO em couché 150g. Sendo assim:
64/2=32 folhas (64 páginas divididas por 2, resultado: 32 folhas)
32x0,14=4,48 mm (32 folhas multiplicando 0,14 [espessura de 1 folha de couché 150g], resultado 4,48mm).
Minha revista terá 4,48mm de lombada.
Tenho um livro que terá 200 páginas de miolo em offset 90g. Assim temos:
200/2=100
100x0,12=12mm
Meu livro terá 12mm de lombada.
Os valores obtidos podem ser arredondados em até 0,5mm para cima, NUNCA ARREDONDE PARA BAIXO.
Se você ainda tiver dúvidas, fique a vontade para falar conosco - ctp@impressul.com.br ou 47 2106-9011.
Até a próxima.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Reforçando o preto (preto calçado)
Por Gilmar Lopes
Praticamente 80% dos materiais que são produzidos nas gráficas, principalmente no segmento promocional, possuem grandes áreas cobertas por tinta preta.
Seja em um fundo, numa tarja ou em um título, é comum encontrarmos catálogos, anúncios, folders e flyers que abusam da cor preta para destacar o produto.
O pretinho ficou "básico" e virou moda quando tratamos da composição de materiais impressos, principalmente quando vem acompanhado de um verniz localizado ou um hotstamping.
Mas para que o preto realmente se destaque no impresso, não basta a aplicação da cor, tal e qual a encontramos nas paletas dos programas.
O preto que encontramos nos vários programas usados para criação gráfica, é o preto 100% (cyan: 0 - magenta: 0 - yellow: 0 - black: 100). É a cor que usamos para os textos, linhas e objetos finos ou pequenos.
Mas para que páginas, tarjas, fundos e objetos grandes que queremos pintar de preto não fiquem com aspecto desbotado, precisamos colocar um reforço - ou um calço - nas demais cores.
Para isso aumentamos o porcentual de cyan, magenta e yellow, que caindo sobre o papel irão ajudar na cobertura da área e terão a função de dar mais intensidade a tinta preta que virá por fim.
Recomendo que você use a seguinte combinação: 40% de cyan, 30% de magenta, 10% de amarelo e 100% de preto.
Observe a diferença:
O retângulo da esquerda, embora preenchido com 100% preto, parece lavado, desbotado.
Isso porque não se pode carregar demasiadamente a cor preta na impressora off-set aumentando a carga de tinta, sob pena de fotos e demais objetos ficarem muito escuros.
Para resolver esse problema calçamos a cor preta conforme mostrado na figura da direita. Assim o impressor pode manter a carga de tinta preta equilibrada, pois as áreas maiores já obterão a intensidade desejada por causa do calço.
Algumas pessoas escolhem essa cor, (geralmente disponível no corel), para aplicar em fundos, objetos e até textos.
Isso é um GRANDE ERRO! Pois essa quantidade de tinta (100% CMY) isola o papel, não deixando que a tinta preta atinja a fibra e se fixe.
É o que chamamos de decalque: o papel fica de certa forma impermeabilizado pelas primeiras camadas de tinta, que impedem a fixação e secagem da tinta preta.
O resultado é que a tinta leva muito mais tempo para secar (se secar), e quando seca, geralmente mancha ou se solta nas mãos.
Em textos o efeito é desastroso: como as letras são pequenas e finas, não se obtêm um registro perfeito e aparecem "fantasmas" nas demais cores que estão por baixo do preto.
O calço correto deve ser feito como demonstrado na figura acima (40C 30M 10Y 100K), e nunca aplicado a textos finos, somente a grandes textos (acima dos 70 pontos).
É isso aí. Vamos fazer uma campanha pelo uso consciente do preto!
Praticamente 80% dos materiais que são produzidos nas gráficas, principalmente no segmento promocional, possuem grandes áreas cobertas por tinta preta.
Seja em um fundo, numa tarja ou em um título, é comum encontrarmos catálogos, anúncios, folders e flyers que abusam da cor preta para destacar o produto.
O pretinho ficou "básico" e virou moda quando tratamos da composição de materiais impressos, principalmente quando vem acompanhado de um verniz localizado ou um hotstamping.
Mas para que o preto realmente se destaque no impresso, não basta a aplicação da cor, tal e qual a encontramos nas paletas dos programas.
O preto que encontramos nos vários programas usados para criação gráfica, é o preto 100% (cyan: 0 - magenta: 0 - yellow: 0 - black: 100). É a cor que usamos para os textos, linhas e objetos finos ou pequenos.
Mas para que páginas, tarjas, fundos e objetos grandes que queremos pintar de preto não fiquem com aspecto desbotado, precisamos colocar um reforço - ou um calço - nas demais cores.
Para isso aumentamos o porcentual de cyan, magenta e yellow, que caindo sobre o papel irão ajudar na cobertura da área e terão a função de dar mais intensidade a tinta preta que virá por fim.
Recomendo que você use a seguinte combinação: 40% de cyan, 30% de magenta, 10% de amarelo e 100% de preto.
Observe a diferença:
O retângulo da esquerda, embora preenchido com 100% preto, parece lavado, desbotado.
Isso porque não se pode carregar demasiadamente a cor preta na impressora off-set aumentando a carga de tinta, sob pena de fotos e demais objetos ficarem muito escuros.
Para resolver esse problema calçamos a cor preta conforme mostrado na figura da direita. Assim o impressor pode manter a carga de tinta preta equilibrada, pois as áreas maiores já obterão a intensidade desejada por causa do calço.
POR QUE NÃO USAR A COR 100C100M100Y100K?
Algumas pessoas escolhem essa cor, (geralmente disponível no corel), para aplicar em fundos, objetos e até textos.
Isso é um GRANDE ERRO! Pois essa quantidade de tinta (100% CMY) isola o papel, não deixando que a tinta preta atinja a fibra e se fixe.
É o que chamamos de decalque: o papel fica de certa forma impermeabilizado pelas primeiras camadas de tinta, que impedem a fixação e secagem da tinta preta.
O resultado é que a tinta leva muito mais tempo para secar (se secar), e quando seca, geralmente mancha ou se solta nas mãos.
Em textos o efeito é desastroso: como as letras são pequenas e finas, não se obtêm um registro perfeito e aparecem "fantasmas" nas demais cores que estão por baixo do preto.
O calço correto deve ser feito como demonstrado na figura acima (40C 30M 10Y 100K), e nunca aplicado a textos finos, somente a grandes textos (acima dos 70 pontos).
É isso aí. Vamos fazer uma campanha pelo uso consciente do preto!
Ilustrações vetoriais grátis
Por Gilmar Lopes
Pessoal, para que gosta de criar e precisa de novas ideias, no site www.vecteezy.com tem ótimas ilustrações, todas vetorizadas, que com certeza vão dar um "Q" a mais nos seus projetos. As ilustrações são gratuitas e podem ser baixadas rapidamente, pois os arquivos são bem leves.
Vale a pena conferir! Depois você me diz o que achou.
Pessoal, para que gosta de criar e precisa de novas ideias, no site www.vecteezy.com tem ótimas ilustrações, todas vetorizadas, que com certeza vão dar um "Q" a mais nos seus projetos. As ilustrações são gratuitas e podem ser baixadas rapidamente, pois os arquivos são bem leves.
Vale a pena conferir! Depois você me diz o que achou.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Que perfil de cor usar?
Por Gilmar Lopes
De vez em quando alguém me liga questionando qual o melhor perfil para usar, ou que perfil usamos nos trabalhos produzidos na gráfica.
É bom lembrar que quando falamos em perfil de cor, estamos nos referindo a um arquivo ou uma série de configurações que determinam como as cores irão se comportar no meu trabalho.
Sendo assim a imagem que eu vejo em meu monitor poderá, dependendo do perfil aplicado, ser impressa com diferentes nuances mesmo que não haja mudança no meu arquivo original.
Sendo assim a imagem que eu vejo em meu monitor poderá, dependendo do perfil aplicado, ser impressa com diferentes nuances mesmo que não haja mudança no meu arquivo original.
Isso ocorre porque ao salvar o arquivo incorporando um perfil de cor, é como se eu estivesse dizendo para esse perfil gerenciar e equilibrar as cores de forma que eu possa obter o melhor resultado no papel.
Assim temos perfis para papel jornal, offset, couchè brilho e fosco... e ainda outras variantes que não vêm ao caso tratarmos agora.
É claro que com tantas opções, não podemos nos fazer donos da verdade e decretar que este ou aquele perfil é o melhor.
Mas podemos sim, dar o nosso pitaco nessa história.
Mas podemos sim, dar o nosso pitaco nessa história.
Atualmente, após um bom tempo de estudo e análise de vários perfis, optamos por usar o FOGRA39.
É um perfil que possibilita maior ganho de pontos, principalmente no canal do preto pois ao contrário de outros, ele mantém as áreas de mínimas (sombras e meio-tons), proporcionando riqueza de detalhes.
Faremos um comparativo entre o FOGRA39 e o OFFSET EURO. Observe o exemplo abaixo, onde temos uma imagem separada nos canais CMYK.
Observe que no canal do preto (K) existe uma quantidade maior de pontos, que determinam os contornos e sombras da imagem.
Veja a diferença nos canais sobrepostos:
O perfil FOGRA39 possibilita esse resultado. Mas isso não quer dizer que só o perfil fará milagres. Um bom tratamento de imagem, a resolução correta... são fatores que influenciam também no aspecto final do trabalho.
Apontamos uma opção.
É você, com sua criatividade e experiência quem vai decidir qual o melhor caminho a seguir.
Caso escolha usar o FOGRA39, disponibilizamos ele aqui para você.
Até a próxima!
sábado, 10 de outubro de 2009
Como descobrir o nome de uma fonte
Por Gilmar Lopes
Outro dia, conversando com alguns amigos na Impressul, surgiu a dúvida sobre uma fonte que estava sendo usada em um impresso. Nenhum de nós sabia o nome da tal fonte.
Lembrei-me então de um site que a muito tempo não usava, mas que nessas horas quebra um galhão.
Fui na internet e procurei o http://new.myfonts.com/WhatTheFont e... bingo!
Seguindo 3 passos simples, (o primeiro é upar uma foto ou imagem da fonte), conseguimos descobrir o nome da fonte. Funciona em mais de 90% dos casos.
Um recurso bastante útil para quem precisa saber o nome de uma fonte que está em curvas ou que viu em algum site e não conseguiu descobrir.
Outro dia, conversando com alguns amigos na Impressul, surgiu a dúvida sobre uma fonte que estava sendo usada em um impresso. Nenhum de nós sabia o nome da tal fonte.
Lembrei-me então de um site que a muito tempo não usava, mas que nessas horas quebra um galhão.
Fui na internet e procurei o http://new.myfonts.com/WhatTheFont e... bingo!
Seguindo 3 passos simples, (o primeiro é upar uma foto ou imagem da fonte), conseguimos descobrir o nome da fonte. Funciona em mais de 90% dos casos.
Um recurso bastante útil para quem precisa saber o nome de uma fonte que está em curvas ou que viu em algum site e não conseguiu descobrir.
Trabalhando calendários com wire-o
Por Gilmar Lopes
Fim de ano chegando... começam a pipocar nas gráficas os calendários que serão enviados aos clientes e entregues aos colaboradores como brinde, uma lembrança a mais que levamos para a casa e usamos muito no nosso dia-a-dia.
Agências e designers se esforçam em busca da melhor ideia, do melhor formato, o mais bonito calendário.
Os projetos são enviados para as gráficas e quando retornam, nem sempre têm o aspecto idealizado por seu criador. O cliente recebe os seus tão esperados bibelôs e quase tem um ataque ao ver que não ficou perfeito como ele esperava.
Nesse arquivo vou mais uma vez alertar sobre um erro que tem se tornado recorrente em calendários com wire-o e espiral. É o que já venho falando em outras ocasiões, mas por continuar acontecendo vale a pena recordar: as margens para a perfuração dos calendários.
Veja no exemplo abaixo o que ocorre em alguns casos em que o artista não leva em consideração o espaço para perfuração e colocação do wire-o/espiral:
No calendário acima o texto foi diagramado muito rente a extremidade do material, sendo que em trabalhos com esse acabamento é preciso definir a área da aplicação do wire-o. Tudo o que estiver dentro dessa área será perfurado, então nem pensar em colocar textos nesse espaço pois a leitura com certeza ficará comprometida.
O correto é idealizar o arquivo já considerando essa área, que deve ser de 10mm, para que nada de importante seja cortado. Veja que o texto ficou exatamente nesse espaço, sendo que poderia facilmente ser deslocado para baixo.
O designer tem que ter em mente o acabamento final do trabalho. Fazendo isso ele estabelece a margem de segurança de 10mm e diagrama todo o material evitando colocar textos ou logotipos nessa área, para que os mesmos não sejam cortados. Na foto abaixo, após delimitada a margem de 10mm, o texto foi reposicionado e não houve dano ao trabalho.
Seguindo essa dica dificilmente você terá problemas com esse tipo de calendário.
Mesmo assim, vale lembrar que com sua criatividade você pode fazer as mais variadas criações sem precisar correr o risco de ficar nos limites da página. Os textos podem ficar inclinados, virados, na vertical, seguindo o caminho, sem necessariamente estarem nas extremidades do material. Com isso seus projetos manterão o padrão de excelência e você evitará maiores percalços na sua caminhada.
No final da história: um cliente satisfeito e confiante no seu trabalho.
Essas regras que estabelecemos são importantes para que o trabalho seja bem produzido, e voltaremos a falar sobre elas em outros materiais. Como profissionais é nossa responsabilidade alertar sobre os processos gráficos, seus recursos e limitações.
Lembre-se:
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